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LIA MALHAO - SOZINHA EM MINHA COMPANHIA BAIXAR


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Nome: lia malhao - sozinha em minha companhia
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EM SOZINHA COMPANHIA LIA - MALHAO BAIXAR MINHA

Dois abolicionistas negros fazendo serviço de escravos. Reclamou da vista grossa do governo brasileiro para a transferência do Norte para o Sul do país de 34 escravos por via marítima, o que configuraria comércio atlântico proibido pelos acordos mutuamente firmados. Charlô deixa Dominguinhos com Vânia. Juliana e Nando pensam um no outro. Luis enfia o dele no bolso do casaco de futebol, e o Pai tamborila no volante com impaciência enquanto hesito.

Alice Wegmann - Sozinha Em Minha Companhia (Letra e música para ouvir) - Aqui trancada nesse quarto / Fico tentando entender / O que fazer com tantos. Aprenda a tocar a cifra de Sozinha Em Minha Companhia (Lia (Japão)) no Cifra Club. Aqui trancada nesse quarto / Fico tentando entender / O que fazer com. Sozinha Em Minha Companhia. Alice Wegmann. Letra. Aqui trancada nesse quarto. Fico tentando entender. O que fazer com tantos cacos. Sera que o tempo . Taylr Renee - wish it were you: download música da Lia - Sozinha em minha companhia. private-rentenversicherungs.info?l3l1u4t4a8en Ela é minha menina / E eu sou o menino dela / Ela é o meu amor / E eu sou o amor todinho dela / / A lua prateada se escondeu / E o sol dourado apareceu /.

Morena volta para o restaurante de Cyla com Almir. Lívia conta o que fez com Raquel no hotel. Lucimar fala para Theo que acredita que Lívia esteja envolvida com a morte de Raquel. Lívia orienta Russo a dar fim em Helô. Russo atira em Helô. Helô confirma sua desconfiança de que Lívia é a chefe da quadrilha. Theo pensa em Morena. Lívia e Russo comemoram a morte de Helô, mas a delegada surge na frente de Lívia. Stenio recebe Helô no aeroporto.

O suposto corpo de Morena chega ao Brasil e Lucimar é avisada. Cyla questiona Zyah sobre Almir. Lucimar recebe o suposto corpo de Morena e Helô a acompanha.

Rosângela aborda pessoas na praia com promessas de emprego falsas. Helô passa a noite com Stenio. Almir manda as fotos de Wanda e Irina para Helô.

Érica fica eufórica ao saber da vitória de Theo. Lívia diz a Élcio que vai convidar Theo para o coquetel em sua homenagem. Theo afirma a Ciro que vai seduzir Lívia para descobrir a verdade sobre o sumiço de Morena. Bianca se declara para Zyah, que fica perturbado. Morena convida Demir para ser padrinho de seu filho. Bianca conta para Maitê que vai ficar na Capadócia e trabalhar no restaurante de Cyla. Theo e Lívia se beijam e passam a noite juntos. Élcio fica sozinho no coquetel. Rosângela chega com um rapaz traficado e o leva para o alojamento.

Lívia se declara para Theo. Helô estabelece regras para Stenio ficar em sua casa. Arturo é internado e Leonor corre para ajudar Isaurinha. Tamar conta que Bianca vai dançar no restaurante de Cyla e Sarila e Ayla se enfurecem.

Helô e Ricardo traçam o perfil da nova identidade de Jô. Wanda chega ao restaurante para ver o show de Bianca. Almir deixa Morena no quarto e sai para atender um telefonema. Sarila ameaça Bianca. Morena volta para seu quarto apressada. Almir recebe instruções de Helô. Ricardo e a delegada treinam Jô. Sarila reclama de Cyla ter deixado Bianca dançar em seu restaurante. Almir observa Wanda. Morena foge quando começa a sentir contrações. Morena encontra uma gruta para se abrigar.

Esma repreende Ayla por pensar em Bianca. Todos elogiam a dança de Bianca. Morena entra em trabalho de parto. Helô tem um mau pressentimento. Almir e Demir procuram Morena pela vila. Theo envolve Lívia e pergunta pela morte de Jéssica. Stenio ouve Helô falar de Morena e fica intrigado. Demir e Almir encontram Morena.

Helô vai para Istambul. Lívia decide ir para a Capadócia e Élcio fica sem entender seu comportamento. Lucimar vai com Sheila falar com Ricardo. Almir chega com Morena e a bebê no hotel. Lívia conta para Wanda o que aconteceu entre ela e Theo.

Morena vê Theo na TV e se emociona. Marcia fica furiosa com Theo. Deborah e Haroldo tentam mediar uma conversa entre Celso e a ex-mulher. Ricardo conta para Nunes que Wanda aplicou um golpe nele. Raissa destrata Antônia. Ayla decide resolver seu problema com Bianca. Cyla fala de Morena para Lívia e Wanda. Ayla ameaça Bianca.

Mustafa manda Demir encontrar Morena. Vitor fala para Rosa sobre Luana, uma ex-namorada que deixou em Brasília. Marcela acusa Cezar de ser seu admirador secreto. Luana se abraça a Vitor na frente de Ju e Gil. Fatinha se surpreende ao saber que Luana é ex-namorada de Vitor. Ju e Gil falam de Luana para Lia. Rosa expulsa Marizete de sua casa. Bruno tenta se acertar com Fatinha. Fatinha avisa a Lia que Vitor vai se encontrar com a ex-namorada.

Axel observa Vitor e Luana saindo da oficina e liga para Marcela. Vitor leva Luana ao jardim secreto. Sal ampara Lia, que passa mal na rua. Axel pede para correr com Marcela. Luana tenta seduzir Vitor mas ele se esquiva. Fatinha se desentende com Sal. Marcela descobre que Axel é seu perseguidor. Ju fala para Gil que quer ficar sozinha com ele. Olavo tenta conversar com Sal sobre o inquérito de Vitor, mas ele desconversa. Lia observa Vitor saindo com Luana. Fatinha finge estar muito ocupada no trabalho quando Bruno aparece no hostel.

Sal implica com Fatinha que o enfrenta. Bruno vê Fatinha discutindo com Sal. Bruno e Sal discutem no hostel. Fatinha e Bruno fazem as pazes. Olavo fica furioso com Orelha e sugere que Vitor o processe. Lia discute com Luana. Sal fica furioso ao descobrir o que Luana contou para Orelha. Marcela chama Lorenzo para morar definitivamente em sua casa. Olavo censura Bruno por ter brigado com Sal por causa de Fatinha. Sal prega uma peça em Orelha.

Cassiano, Ester e Alberto se encontram e relembram o tempo em que eram crianças. Alberto aceita o convite de Olívia para almoçar.

Cassiano diz a Alberto que Ester é a mulher de sua vida. Dionísio se sente orgulhoso ao dar ao neto o anel que era de sua esposa e uma medalha que recebeu na época da Segunda Guerra Mundial. Alberto avisa ao avô que quando chegar a hora vai acabar com o noivado de Ester e Cassiano.

Alberto é surpreendido com a greve dos salineiros. Ester esconde de Samuel o anel dado por Alberto. Samuel presenteia Ester com uma aliança de noivado. Ester conta a Lindaura que ficou noiva de Cassiano. Lindaura estranha o fato de Alberto ter dado o anel para Ester. Dom Rafael exige que Alberto entregue os diamantes que ele encomendou a Dionísio. Alberto pede a Cassiano que leve os diamantes para o Caribe, dizendo que é em prol dos salineiros. Alberto troca dos diamantes por sal grosso.

Alberto coloca os cristais de diamante junto com os cristais de sal, para disfarçar. Dionísio diz que o saco de diamantes deve ser colocado numa pasta, protegida por um código numérico, a ser revelado somente para Dom Rafael.

Chico desconfia das intenções de Alberto. Bibiana mostra a camionete que ela comprou aos filhos. Alberto chama Ester para visitar a velha mina do Grupo Albuquerque. Cassiano parte para a propriedade de Dom Rafael para conferir os diamantes.

Donato e Juliano comemoram a boa pesca do dia. Zuleika incentiva Doralice a se declarar para Quirino. Ester devolve o anel que era de Helga para Dionísio. Alberto presenteia Ester com duas passagens aéreas para a lua de mel dela e Cassiano no Caribe. Ester pede a Samuel que faça o anel de noivado dela e de Cassiano.

Dom Rafael descobre que os diamantes foram misturados a cristais de sal e resolve manter Cassiano refém até receber os diamantes verdadeiros. Cassiano é preso. Cristal demonstra interesse por Cassiano. Dom Rafael convoca Duque para forjar a morte de Cassiano. Dom Rafael orienta Duque. Alberto engana Dionísio e diz ao avô que os diamantes foram entregues a Dom Rafael. Cassiano tenta fugir, mas é pego pelos capangas de Dom Rafael.

Lino pede a Veridiana sigilo sobre sua costura. Dionísio expulsa Candinho de sua casa. Hélio e Donato discutem. Donato humilha Hélio na frente das turistas. Ester fica tensa com a demora de Cassiano. Alberto chega no lugar de Cassiano e assusta Ester. Juliana fica perturbada ao ver Nando sem camisa. Nieta usa indiretas para que Semíramis se interesse por Dino.

Ronaldo tenta convencer Isadora a trabalhar como Vicky. Nando expulsa Juliana de sua casa. Kiko é gentil com Nando. Veruska e Nenê chegam ao local indicado no mapa de Vitório. Dominguinhos aparece na loja para falar com Charlô. Nando conta para Roberta que Veruska o beijou. Charlô se recusa a aceitar o resultado da aposta. Dino comenta com Vânia que Roberta pode tentar abrir outro negócio, antes de entregar a Positano para Felipe. Carolina escuta a conversa que Charlô tem com sua equipe na biblioteca.

Frô avisa a Zenon que as mulheres perderam a aposta. Nieta fica feliz com a vitória de Felipe. Moysés fala para Veruska e Nenê que fez negócio com Vitório no que dia em que ele morreu. Roberta pede para Nando esclarecer o que Nieta falou sobre ele. Nando conta para Roberta o que aconteceu entre ele e Juliana. A empregada comenta com Moysés que Vitório saiu da casa com os diamantes dentro de uma boneca russa. Ronaldo pede para Isadora ser mais feminina na loja.

Charlô arruma suas coisas na loja com o apoio de Vânia. Roberta perdoa Nando. Felipe pede para Charlô permanecer na loja. Roberta decide invadir a casa de Veruska. Charlô expulsa Felipe de sua sala. Charlô deixa a loja. Charlô descobre que Dominguinhos é um primo que mora em Portugal. Felipe marca a data de seu casamento com Carolina.

Frô devolve o vestido de Juliana e Vânia implica com ela. Zenon ouve que Carolina viu Kiko descartar o spray usado para sabotar o desfile e decide falar para Charlô. Charlô acusa Carolina de ter sabotado o desfile de Roberta. Veruska compra um livro sobre diamantes raros. Juliana discute com Carolina. Charlô afirma a Juliana que vai se entender com Carolina. Charlô procura Carolina. Carolina enfrenta Charlô, mas acaba sendo humilhada por ela.

Dino estranha o comportamento de Nieta. Kiko encontra, na luva que deu para Ulisses, a boneca russa que Vitório usou para esconder os diamantes. Kiko decide deixar a boneca russa com Ulisses. Veruska se informa sobre o valor dos diamantes que Vitório escondeu. Nando perdoa Kiko. Felipe e Roberta conversam como amigos. Dalete afirma a Frô que ela gosta de Kiko. Ulisses e Vânia se beijam em um provador de roupas.

Frô se desespera ao constatar que pode estar apaixonada por Kiko. Carolina mente para explicar a Nieta por que apressou seu casamento. Roberta faz uma proposta para Felipe. Ciça pede desculpas a Juliana e sugere que o pai se case com ela. Lívia conta para Wanda o que descobriu no escritório de Stenio.

Russo obriga Demir a sair com uma das moças. Wanda é fotografada por um informante da Polícia Federal. Berna se prepara para se encontrar com Wanda. Demir conta para Morena que Waleska foi para a Holanda. Creusa avisa a Stenio que Ricardo esteve com Helô de madrugada.

Lucimar conta para o advogado que Wanda fez uma falsa promessa à filha. Theo decide acompanhar Lucimar a um encontro com Lívia. Isaurinha tenta conversar com Antônia sobre seu problema com a polícia.

Arturo sente-se mal. Wanda ameaça Berna. Bianca convida Maitê para ir com ela para a Turquia. Ayla faz as pazes com Zyah. Adam vê Morena na caverna de Zyah e passa a acreditar que viu um fantasma. Theo e Lucimar chegam para conversar com Lívia. Berna denuncia tudo o que sabe sobre Wanda para Helô.

Theo enfrenta Lívia. Haroldo fala para Stenio que Drica quer voltar com Pepeu da Turquia. Helô busca Aisha no aeroporto.

Passam-se dois meses. Theo e Érica reatam e decidem morar juntos. Morena conta para Tamar onde morava no Brasil. Esma cobra de Ayla um filho para Zyah. Waleska volta para a boate. Wanda suspeita de que Lívia esteja apaixonada por Theo. Ricardo entrega a Jô uma nova identidade. Demir avisa a Morena que Waleska voltou. Maitê combina que Zyah seja seu guia quando estiver na Capadócia. Carlos aconselha Antônia a fechar sua empresa.

Drica faz chantagem emocional com Helô para voltar ao Brasil. Demir entrega o telefone a Waleska. Waleska esconde o telefone e Demir vai embora. Irina vê Waleska se afastar e avisa a Russo. Demir avisa a Morena que entregou o telefone a Waleska. Maitê implica com Bianca por querer se aproximar de Zyah. Berna conta para Lívia que denunciou Wanda.

Antônia fala para Raissa que fechou sua empresa e recebe o carinho da filha. Celso se preocupa com a ex-mulher. Carlos pede o divórcio para Amanda, mas ela o ignora.

Nunes decide se casar com Aída. Rosângela desconfia de que Waleska esteja escondendo um telefone e conta para Russo. Helô parabeniza Lucimar por ter enfrentado Lívia. Waleska consegue ligar para Helô e pedir socorro.

Russo flagra Waleska ao telefone. Berna diz a Helô que viu Lívia e Wanda juntas. Drica e Pepeu pensam em como podem ser deportados. Helô conversa com Barros sobre o envolvimento entre Lívia e Wanda.

Bianca fala para Maitê que vai dispensar Zyah. Sarila insiste que Murat se case com Morena antes do nascimento do bebê. Wanda avisa a Russo que vai para a Capadócia se esconder. Cyla estranha a proximidade entre Morena e Demir. Morena aparece para Helô na webcam.

Wanda implica com Lívia por se importar demais com Theo. Bianca conta para Maitê como foi seu primeiro encontro com Zyah. Bianca fica nervosa com o atraso de Zyah. Isaurinha reclama da implicância de Celso com Antônia. Morena vê Lívia no hotel em Istambul e se apressa para falar com ela.

Almir impede Morena de sair do carro e ir ao encontro de Lívia. Ayla se queixa da ida do marido para Istambul. Lívia decide modificar as atividades da boate. Élcio chega com Raquel à Turquia. Drica se surpreende com a chegada de Helô. Pepeu tenta roubar um carro. Berna resolve contar para Deborah como adotou Aisha. Lívia e Wanda veem Helô em Istambul. Ayla discute com Bianca na rua, e Maitê repreende a amiga. Raquel vê Wanda no hotel.

Leonor elogia o casamento de Isaurinha e Arturo. Raquel consegue o telefone de Helô. Fatinha se preocupa com o sumiço de Pilha.

Malhação Todas as Músicas - Som13 músicas para ouvir

Marcela recebe uma carta anônima de seu admirador. Pilha acorda preso e se assusta com a presença de Marizete. Raquel flagra Lia e Vitor juntos. Fatinha acredita que Marizete tenha sequestrado Pilha.

Lia sofre um grave acidente no jardim secreto. Raquel segue Lia, encontra a filha desacordada e chama a emergência. Fatinha avisa a Vitor que Pilha pode estar correndo perigo. Raquel se desespera com a demora da ambulância. Raquel liga para Marcela, pedindo ajuda para socorrer Lia. Realeza é pressionado a pagar o cachê de Pilha e Fatinha. Fatinha e Bruno combinam de sair juntos. Vitor descobre que Lia sofreu um acidente e vai para o hospital.

Ju pergunta a Vitor o motivo de ele ter sido preso. Rosa fala para Olavo que suspeita de que Sal seja o culpado pelos problemas judiciais de Vitor.

Lorenzo agradece Vitor por salvar Lia. Pilha apresenta Marizete para Rosa. Lia acorda e Raquel lhe pede desculpas por tudo que fez à filha. Marta decide fazer um almoço para conhecer Gil e se desculpar com Fatinha. Marta pede para Bruno entregar um presente para Fatinha. Vitor entra no hospital escondido para visitar Lia. Fatinha customiza o vestido que ganhou de Marta. Ju apresenta Gil para os pais.

Marta se surpreende ao ver o que Fatinha fez com o vestido que lhe deu. Vitor pede para namorar Lia. Bruno fica constrangido com o comportamento expansivo de Fatinha. Lia recebe alta do hospital. Fatinha, por acidente, derruba a travessa com a comida em cima de Olavo. Bruno discute com Fatinha e ela vai embora. Vitor flagra Axel com o biquíni sumido de Marcela. Ju chega ao quarto de Gil, no momento em que ele tropeça e cai por cima de Lia. Gil obriga Ju a conversar com ele.

Tizinha e Nando estranham quando Axel faz um pedido no Misturama baseado nas preferências de Marcela. Ju termina o namoro com Gil.

Olavo tenta conversar com Bruno sobre Fatinha. Bruno e Fatinha discutem por telefone. Marta aconselha Ju sobre o seu namoro com Gil.

Lorenzo fala com Nando e Tizinha sobre o admirador de Marcela, e Axel fica apreensivo. Ju avista ainda Gil sentado na praça e decide conversar com ele. Bruno se entende com Fatinha. Lia sai de casa sem ser vista. Gil e Ju se reconciliam. Lia passa mal e desmaia na porta do sobrado. Praxedes abre um mandado de busca para encontrar Laura. Laura e Judite combinam sua fuga do sanatório.

Laura consegue roubar a chave da enfermeira. Kiko chega ao local do desfile e se esconde nos bastidores. Vânia pede para Juliana tentar acalmar Nando.

Carolina borrifa o spray adulterado nas roupas da Positano. Vânia e Ulisses se trancam na sala de Juliana. O desfile começa e Nando sente sinais do envenenamento. Felipe tenta falar com Roberta. O desfile é um fracasso e Kiko se apavora, enquanto Carolina sorri.

Ambulâncias levam Nando e as modelos para o hospital. Nando implora que Vânia o ajude a reaver seus contratos com as agências de modelos. Charlô confirma a sabotagem no desfile e Carolina se preocupa. Roberta implora que Dino continue tentando fechar um contrato. Nieta decide unir Semíramis e Dino. Nando consegue um emprego de carregador na loja.

Roberta perdoa Kiko. Dominguinhos pede para se encontrar com Charlô. Juliana teme que Manoela faça algo contra ela no jantar. Ronaldo e Isadora namoram. Carolina diz a Nieta que Felipe quer se casar com ela. Felipe tem alucinações com a família de Carolina. Vânia ajuda Charlô nas vendas. Ronaldo faz uma marca em Isadora sem que ela veja. Olívia avisa a Charlô que Dominguinhos a procurou novamente. Ronaldo mostra para Isadora a marca que fez nela em sua casa.

Roberta consegue um comprador para os produtos da Positano. Frô se anima ao beijar Kiko. Zenon se surpreende com a notícia do casamento de Carolina. Vânia se enfurece ao saber que Felipe vai se casar.

Veruska fala para Nenê que tem uma pista do dinheiro que Vitório escondeu. Dino encontra os recibos da venda da Positano.

Nieta procura Roberta para se vangloriar do casamento da filha com Felipe. Dino mostra os recibos que encontrou para Vânia. Kiko fala para Roberta que quer ajudar Nando. Termina o prazo da aposta. Juliana procura Nando. Os contadores chegam à loja para conferir quem venceu a aposta. Vânia e Dino mostram os recibos da venda da Positano para Roberta. Sheila teme a emboscada que Lucimar prepara para Wanda. Irina conta para Russo que Haroldo o reconheceu em uma foto do desfile.

Helô passa uma mensagem para o perfil falso de Morena. Lucimar briga com Wanda, que acaba conseguindo fugir. Wanda liga para Russo. Rosângela fala para Garcez sobre seu sonho de montar uma agência.

Lívia confronta Theo e pergunta sobre o dinheiro do processo. Celso deixa Érica sozinha em um jantar com sua família para discutir com Antônia. A tenente decide ir embora da casa de Celso. Luis e Olivia. Justin só tem 30 anos e ainda curte toda aquela cena noturna. Ele quis esperar até o baile dos calouros. Eu nunca recuso Jake. De qualquer forma, eu quero tanto quanto ele. Nate Quinta-feira, 27 de setembro, 20h Eu moro naquela casa. A casa fica no limite de Bayview, o tipo de rancho ferrado que os ricos compram para demolir.

Agora ele pode beber sem ser interrompido enquanto o pagamento continua caindo na conta. Vou para a cozinha, abro a porta da geladeira e tiro os restos de comida chinesa. Uma vez eu saltei do ônibus quando ela estava jogando todas as nossas coisas pela janela. Só que as fases maníacas eram uma viagem. Nós o chamamos de Stan por causa de Stan Lee, e eu ainda tenho o bicho.

Esses animais vivem para sempre. Durante um tempo, ela voltava de poucos em poucos meses. Depois, uma vez por ano. Ninguém te rotula como fazem aqui. Parecia uma mentira mesmo na época, mas melhor do que Bayview.

Eu o coloco no ombro, pego a comida e desmorono em uma poltrona diante do meu pai em coma. Eu jamais gostei do garoto, mas aquilo foi horrível. Ela sempre a notava nas atividades escolares.

Como no Auto de Natal do quarto ano do fundamental, quando eu fui um pastor e Bronwyn foi a Virgem Maria. Alguém roubou o Menino Jesus antes de começarmos, provavelmente para sacanear Bronwyn porque ela levava tudo a sério demais, mesmo naquela época. Ela foi até a plateia, pegou uma bolsa emprestada, embrulhou num cobertor e levou nos braços como se nada tivesse acontecido. Para falar a verdade, eu roubei o Menino Jesus, e foi para zoar com Bronwyn, com certeza.

Teria sido mais engraçado se ela tivesse surtado. A jaqueta apita, e eu procuro nos bolsos pelo telefone certo. Eu tenho três: um para as pessoas que conheço, outro para os fornecedores e um terceiro para os clientes. Eu hesito. As coisas começam a se complicar quando deixo uma transa casual acontecer mais de uma vez por semana.

Chega aí, respondo. Estou prestes a guardar o telefone quanto surge outra mensagem. É de Chad Posner, um cara do colégio com quem saio às vezes. Viu isso? Obviamente andei pensando no assunto por um tempo. Mas como sair impune sempre me deteve. No programa, um cara matou a esposa.

Assunto típico do Dateline, certo? É sempre o marido. Mas na verdade um monte de gente ficou contente de vê-la morta. A mulher era um pesadelo, basicamente. Mas, antes de esses dados surgirem, ele tinha uma cortina de fumaça decente por causa de todos os outros suspeitos. Este é o tipo de pessoa que se pode matar e sair impune: alguém que todo mundo quer ver morto. Sejamos francos: todo mundo no Colégio Bayview odiava Simon.

A diferença é que eu tive coragem suficiente para fazer algo a respeito disso. De nada. Outra mensagem de Chad Posner chegou enquanto eu estava lendo. Eu respondo: Onde você achou isso? Posner escreve Uma pessoa qualquer mandou o link por e-mail, acompanhado do emoji chorando de tanto rir. Ele acha que isso é uma brincadeira de mau gosto de alguém.

Junto com três outras pessoas que pareciam completamente culpadas. Maeve e eu nos instalamos no quarto dela para uma maratona de Buffy, a caça-vampiros na Netflix. Hoje, no colégio, todo mundo só conseguia falar sobre a postagem no Tumblr. Yumiko ajuda na sala da diretoria às sextas e ouviu os professores falando sobre tentar rastrear quem fez aquilo através do endereço de IP. Duvido de que eles tenham sucesso. Ninguém com um mínimo de cérebro enviaria algo como aquilo usando tecnologia própria.

As conversas sempre paravam quando eu me aproximava.

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Como se isso fosse me fazer sentir melhor. Festa do grêmio? Eu reviro os olhos para ela. De qualquer forma, eu ainda tenho que entrar. Eu me remexo inquieta na cama. Maeve continua tamborilando os dedos no vidro. Estou bem à vontade no papel da acomodada da família. Maeve é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, mas, até o primeiro ano do ensino médio, ela estava doente demais para frequentar o colégio com consistência.

Quase a perdemos em duas ocasiões. Eu farei tudo certinho se ela ficar aqui. Vou ser perfeita. Depois de tantos anos entrando e saindo do hospital, Maeve nunca aprendeu realmente como participar da vida. Eu faço isso por nós duas: entro para os clubes, venço os prêmios e tiro as notas para conseguir frequentar Yale, como nossos pais fizeram. Tudo isso deixa os dois felizes e evita que Maeve se esforce demais.

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Eu dou um muxoxo de desdém sem me mexer, e ela diz: — Estou falando sério. Eu me levanto e me debruço ao lado de Maeve. Só consigo distinguir uma silhueta tênue de uma moto na entrada de garagem. Maeve e eu nos entreolhamos, e ela dispara um sorrisinho malicioso para mim.

Meu Deus. Mas eu continuo esbarrando nele. A abertura da porta da frente aciona um refletor em frente à garagem que parece colocar Nate num palco. Nate tira o capacete, e os olhos azul-escuros passam por mim até a nossa porta da frente. Eu cruzo os braços e espero. Nate hesita. Nate balança a cabeça. Como vai? Como devo… fazer sala para Nate Macauley?

Foi ele que surgiu do nada. Eu deveria fazer o que faço normalmente. Estou completamente perdida aqui. O papai nos estimula a falar espanhol dentro de casa, mas duvido de que era isso que ele tivesse em mente. E, até onde sabemos, Nate é fluente na língua. Ele para no grande piano e olha para nós. Fico parada na porta, de braços cruzados, enquanto ela se senta na poltrona de couro favorita do papai, diante da porta de correr que leva para a piscina.

Nate passa pela enorme estante de livros de nogueira que cobre uma parede, e pega uma foto minha e de Maeve com o mesmo sorriso de janelinha nos dentes diante do castelo da Cinderela na Disneylândia. Maeve estava certa a respeito da boca de Nate; ela é sexy. Eu vou até o banco, me sento e ajusto a partitura diante de mim.

Tenho aulas desde os 8 anos e sou tecnicamente bem competente, mas nunca fiz as pessoas sentirem alguma coisa. Tem algo na maneira como ela cresce, começando suave e amena, e depois ganhando volume e intensidade até ser quase raivosa.

Como se tivesse se arrependido subitamente de me colocar para passar vergonha. Mas que se dane. Mais solta, com menos esforço para chegar às partes mais difíceis. Rosas de cem pétalas e conchas até onde os olhos enxergam. Hoje o laboratório do Sr. Avery estava cercado por fitas amarelas, e policiais entravam e saíam do colégio o dia inteiro.

Ashton entra na sala de estar e se instala na poltrona à minha frente. O agente Budapest pigarreia. Você esteve na sala da enfermeira no dia em que Simon morreu, correto? Eu hesito e lanço uma olhadela para Ashton, depois volto a olhar para o agente Budapest. Eu olho para a lareira, mas sinto o olhar penetrante de Ashton. Enrolo uma mecha de cabelo no dedo e o puxo nervosamente. Eu precisava de Tylenol. O agente Budapest é daqueles que ficam ruborizados.

Ele fica vermelho quando sorrio educadamente e solto o cabelo. Ashton se apoia no batente da porta ao meu lado, e nós vemos o agente Budapest entrar na patrulhinha e sair devagar, de marcha a ré, da nossa garagem. Eu acho bonito. Eu me sento à penteadeira e passo corretivo na espinha que havia encontrado mais cedo. E se fosse uma mensagem particular? Eu pestanejo para ela, surpresa. Casamento é bem mais difícil do que qualquer um diz.

Apenas curta ter 17 anos. Tenho medo de que tudo seja arruinado. Eu queria poder contar isso para Ashton. A campainha toca, e a boca de Ashton se contorce num meio sorriso.

Perfeito — diz ela, com sarcasmo, bem na hora. Um riso nervoso surge na minha garganta, e eu o contenho. Puxo um par de leggings e desabotoo o jeans. Ashton fecha a revista e me observa em silêncio até eu trocar o moletom dela por um suéter justo. Essa mudança de roupa foi ideia de Jake? Odeio o passeio inteiro. Odeio ficar sentada ali, agindo normalmente, quando quero vomitar.

Mas, principalmente, odeio o fato de que, pouco mais de um mês depois da minha inesquecível primeira vez com Jake, eu fiquei bêbada que nem uma cachaceira e transei com TJ Forrester. TJ e eu saímos do carro mais lentamente, sem nos olharmos. Fui eu que desafiei TJ a arrumar uma garrafa de rum e bebi quase metade com um gole de Coca Zero. Em dado momento naquele dia, eu ri tanto que saiu refrigerante pelo meu nariz, o que teria deixado Jake enojado.

Nós chegamos à beira da praia, e observo Jake apagar o fogo para reacendê-lo onde quer. Dou uma olhadela para TJ e vejo as covinhas aparecerem quando ele acena para a galera. Ele parece sincero, e meu peito se enche de esperança. Talvez a gente realmente consiga manter aquilo entre nós. E, sendo cem por cento sincera, tenho que admitir — isto é um alívio. O problema é que estou distraído.

Foi uma semana e tanto. Como se abrir um buraco em mim com o olhar fosse ajudar. Eu coloco a bola na luva e dou uma olhadela para Luis, que é meu receptor durante a temporada regular. Continuo balançando a cabeça para Luis até ele me dar o sinal que quero. É o seu fim, cara. Venho trabalhando nesse slider o ano inteiro. Nada mal para um canhoto. Eu o vejo quando alguém chama meu nome.

O homem que se aproxima de mim parece ser bem-sucedido. Falei com seu técnico algumas vezes. Prazer em conhecer — cumprimento. Meu pai sorri, como se alguém tivesse acabado de lhe entregar as chaves de um Lamborghini. Ele consegue se apresentar para Josh sem babar, mas é por pouco. Facilita o trabalho. Menos viagens. É verdade. De quilômetros por hora para em poucos meses é fora do comum. No final das contas, ele acaba ficando de bom humor, mais feliz a respeito do olheiro dos Padres do que irritado por alguém quase ter me rebatido.

Luis enfia o dele no bolso do casaco de futebol, e o Pai tamborila no volante com impaciência enquanto hesito. Deixe o boné no carro. Aí eu desejo que pudesse engolir minhas palavras, porque é impossível que Leah Johnson esteja ali para chorar a perda de Simon. Ela na verdade tentou se matar no ano passado por causa dele. Após Simon ter escrito que ela transou com um bando de calouros, Leah foi assediada nas redes sociais por meses.

Ela acabou cortando os pulsos no banheiro e ficou afastada do colégio pelo restante do ano. Leah desliza o dedo no celular algumas vezes e passa o aparelho para mim. Eu o pego relutantemente e olho para a tela, com Luis lendo por cima do meu ombro. É hora de esclarecer algumas coisas. Tudo que ele comia vinha embrulhado em 2 centímetros de celofane. Passei muito tempo pensando onde eu poderia colocar óleo de amendoim em algo que Simon bebesse.

Um lugar contido, sem um bebedouro. Eu me senti mal vendo Simon morrer. Naquele momento, quando ele ficou com aquela cor horrível e lutou para respirar — se eu pudesse ter impedido, eu teria. Porque, afinal, eu peguei a caneta de adrenalina do Simon.

E todas as canetas da sala da enfermeira. A primeira postagem foi bem ruim, mas esta — esta foi escrita como se a pessoa estivesse mesmo na sala quando Simon teve o ataque. Como se fosse um de nós. É muito doentio. Eu contenho a vontade de segui-la, e nós seguimos em frente com dificuldade até chegarmos à linha de dez jardas. A diretora Gupta vai ao microfone e bate com o dedo nele.

Leah, que disse as coisas que a maioria das pessoas apenas pensa. A nova postagem do Tumblr — feita logo antes do velório de Simon. E Josh Langley com o sorriso radiante: foi um grande salto em pouco tempo. Esta é a verdade sobre diferenciais competitivos. Mas enche o saco por causa do colégio. A agente de liberdade condicional espera por mais.

A agente Lopez ouviu a história de Simon pelos colegas policiais, e nós passamos a primeira meia hora após sua chegada falando sobre o que aconteceu. Mas acompanhar o ritmo do colégio é importante, Nate.

Faz parte do acordo. Um relatório ruim da parte dela pode me colocar de volta diante de um juiz puto da vida. Só para garantir.

Conte algo de positivo que ocorreu. A agente sempre diz isso, como se a vida fosse cheia de paradas maneiras que eu pudesse estocar e contar todo domingo. Ela revira os olhos. Faz muito isso na minha casa.

Meus objetivos. A agente simplesmente me adoraria ouvir dizer, pelo menos uma vez, uma coisa positiva de verdade. Ou que me convidasse para entrar. Ouvi-la tocar piano teve um efeito estranho em mim. Eu quase me senti… em paz. O colégio mandou um e-mail. Ela ergueu as sobrancelhas. Seria algo positivo para você. Eu vou com você. E foi assim que acabei no funeral de Simon Kelleher, com minha agente de liberdade condicional. Quando o velho à nossa frente tosse, o som ecoa pelo ambiente.

Mas eu noto, e a agente Lopez também. Depois de um tempo, alguns deles olham para mim, e fico paranoico que ela tenha me conduzido para alguma espécie de armadilha.

Ela lê um poema esquisito e divagante, com a voz trêmula o tempo todo. Vocês que me escutam aí em cima! Algum segredo para me contar? Me contradigo? Me entrego à terra para crescer da relva que amo, Se me quiser de novo, me procure sob a sola de suas botas. Por mim, beleza. Mais pessoas lotam as coxias da igreja, e alguém se enfia no banco comigo e a agente Lopez.

É um dos agentes à paisana, um sujeito mais velho com corte escovinha. Ele sorri para mim, como se a gente se conhecesse.

Eu baixo os olhos, sem querer ver o corpo de Simon ser colocado como uma mala grande, na traseira de um carro e alguém toca no meu ombro. Gostaria de dar prosseguimento à conversa que você teve semana passada com o agente Budapest sobre a morte de Simon Kelleher. Você poderia vir à delegacia comigo por alguns minutos? A detetive Wheeler faz uma careta. E estamos logo ali na esquina.

Luis e eu vamos ficar no centro da cidade. Passamos pelos detectores de metal na frente da delegacia, e a detetive me conduz aos fundos, para o interior de uma sala pequena e superaquecida. Que teria uma aparência de autoridade. A luz fluorescente piscante acima de nós realça todos os traços do rosto da detetive Wheeler e deixa sua pele com um tom amarelo feio.

Eu imagino o que essa luz faz com a minha. Ou que Jake tivesse vindo comigo. Espero que fique aqui comigo. Eu olho surpresa para ela. Quero lhe mostrar uma coisa. Shaloub e eu esperamos enquanto a Detetive Wheeler abre o notebook e pressiona algumas teclas.

Eu mastigo as bochechas, imaginando se ela vai me mostrar as postagens do Tumblr. Talvez a polícia ache que algum de nós as escreveu como uma espécie de piada horrível. Se me perguntarem quem, acho que eu diria que foi Bronwyn.

Porque a coisa toda parece que foi escrita por alguém que acha que é dez vezes mais inteligente do que o resto. A detetive Wheeler vira o laptop para mim. Eu me debruço na mesa e começo a ler. Esta é a primeira vez na vida deste aplicativo que mostramos a boazinha BR, detentora do mais perfeito histórico escolar do colégio. Quando junho chegar, a Liga Nacional de Beisebol mais CC vai ser igual a um monte de notas bem verdinhas, certo? Princesa do baile e o craque running back, apaixonados por três anos seguidos.

A pessoa que posta no Tumblr? Todas as coisas que li antes de chegar às minhas iniciais, que me chocaram quando saquei sobre quem elas eram e o que significavam, saem do meu cérebro. Jake vai saber. Ninguém viu. Os quatro que estiveram na sala com Simon quando ele morreu. Nós analisamos a sala do Sr. Seu professor saiu por um longo período de tempo. Todos vocês que permaneceram com Simon tinham motivos para querer mantê-lo em silêncio.

Encaro a Sra. Alguém lhe forçou a fazer aquilo? Eu me esqueci. Meu Deus, e se ela me fizer passar por um detector de mentiras? Eu nunca passarei. Elas te seguem por toda a parte. Eu encolho os ombros e puxo o cabelo.

Eu olho para a Sra. A detetive Wheeler disse isso no início, e as palavras expulsam tudo mais do meu cérebro com um alívio e clareza surpreendentes. Apenas franze os olhos e diz: — É claro. Ninguém me detém. Mas quem sobra? Desço até os As na lista de contatos e aperto um nome. Sei que estou calado por muito tempo. O detetive Chang quase se debruça até a metade da mesa. Você cometeu um erro e foi flagrado. É assustador. Eu entendo. Apenas acusado.

Acho que Nate receberia um diferente. Eu ouço o sotaque voltando. Ele tenta uma abordagem diferente. Eu me debruço à frente, com as palmas apoiadas no veludo negro das calças sociais.

Tipo, havia digitais nos telefones? Porque, para mim, parece que talvez tenham incriminado a gente. O que finalmente me faz dizer: — Quero ligar para os meus pais. E Cooperstown… espere, Cooper! Passo meu telefone para o Detetive Chang, que leva o aparelho ao ouvido. O detetive Chang tenta inserir algumas palavras — no sentido de como é perfeitamente legal interrogar menores de idade na Califórnia sem a presença dos pais —, mas, na maior parte do tempo, ele deixa o Pai reclamar.

Ele me devolve o celular, e a voz do Pai estala no ouvido. Venha para casa, porra. Um advogado. Desligo e encaro o detetive Chang. Eu queria ter sabido disso desde o início. Talvez ele tenha me dito. Acho que deveria ser você. Eu gostaria de lhe dar essa chance. Quero dizer para o detetive que ele entendeu tudo errado, mas o Pai me mandou parar de falar. Pareço o maior puxa-saco do século. Achei que seriam perguntas complementares às do agente Budapest.

E ainda extraíram um monte de informações do detetive sem dar nada em troca. Foi muito magistral. Agora eles sabem o que eu fiz. Eles sabem o rumor. No momento, estamos indo para casa de carro após sair da delegacia. Claro que os pais querem respostas.

Vamos contratar um advogado excepcional, mas é puramente uma formalidade. Sou capaz de processar o departamento de polícia quando tudo isso acabar. Minha garganta parece estar pronta para empurrar palavras através do lodo. O que foi? As palavras saem rolando de mim, confessando como usei o computador no laboratório logo depois do Sr. Um arquivo com todas as perguntas das provas de Química para o ano todo estava bem ali. Baixei o arquivo para um pendrive quase sem pensar no que estava fazendo.

E usei para tirar notas perfeitas pelo restante do ano. Mas, como sempre, ele estava certo. Para meus pais, tudo se resume à meritocracia. E sempre veio, até a Química. Eu nunca teria imaginado que você faria algo assim. Tem provas? As coisas sempre apareciam com o tempo. E eu que pensei que tinha escapado desde que peguei os arquivos do Sr.

Camino, em março passado. Eu sabia que o que fiz foi errado, é óbvio. Mas aquela parte mal pareceu ser verdade. Ou até mesmo mudar minha nota.

O arquivo estava diante de mim naquele momento, e eu o peguei. O que é meio irônico, de um jeito terrível, dado o que acabou de acontecer na delegacia. Imagino se tudo que Simon escreveu sobre Cooper e Addy é verdade também. Ele nunca fingiu ser outra coisa além do que é exatamente.

Eu me recordo da salinha claustrofóbica na delegacia, com meus pais ao meu lado, enquanto o detetive Mendoza atirava perguntas como granadas. Você competia com Simon? Algum dia esteve na casa dele? Sabia que ele estava escrevendo uma postagem sobre você? Você tinha algum motivo, além da postagem, para ter antipatia ou rancor dele? Antes de mais nada, a carona foi horas depois. Até mesmo eu sei disso. Graças a Deus eu e a agente Lopez nos encontramos aos domingos.

Eu menti na cara dela todas as vezes que nos encontramos, e tenho certeza de que ela sabe disso. Mas, quando o agente Escovinha começou a se irritar, ela segurou a onda dele. Respondi algumas poucas perguntas. Às vezes até foi verdade. Mas é preciso que você entenda uma coisa.

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Ninguém pode. Você é o desajustado, o bode expiatório óbvio disso tudo. Estou sendo clara? Eu sabia disso. Vim pensando nisso até chegar em casa. A gente se vê no próximo domingo. Assim podiam ir as senhoras, sem prejuízo das obrigações tradicionais. Flores, bandeiras, escudos, cortinas, tecidos, louros, lenços, luzes, brilhos, dourados, retratos de heróis abolicionistas, como Victor Hugo, alegorias e a insígnia da GT — por vezes em par com o barrete frígio republicano.

Ao subirem ao palco, abriam-se as cortinas. Durava umas três horas. Na parte política, o orador principal era um dos diretores das associações abolicionistas que iam surgindo. Clapp fez do trio Rebouças-Patrocínio-Sousa um quarteto. Pelo meio da década seriam dele as boas-vindas e o relato do ativismo da semana.

Aplausos gerais. Repetidos aplausos. Com esse ímpeto, virou a alma das conferências-concerto. Ao fim, como nas performances artísticas, o conferencista ganhava um buquê.

Depois vinham uns quatro artistas. Associações nascentes criavam suas canções, como o Hino da Cearense, afora o uso recorrente de O guarani. As artes produziam a atmosfera sentimental para o clímax. Efeito poderoso. Assim a camélia se converteu no símbolo do movimento. O formato se espalhou para além da Corte, visível, até , em dezoito províncias, isto é, havia eventos do gênero em todas as províncias, afora Piauí e Mato Grosso.

Adiante, em Goiânia, apareceria o Hino Abolicionista: Eia! Medo fundamentado. Do sistema político veio igual defesa. Sempre que Carlos Gomes esteve no Brasil nos anos , Rebouças o empurrou para conferências-concerto na Corte. Em , estrelou uma no Recife, promovida pela Sociedade Nova Emancipadora. O compositor pertenceu à vasta trupe que fez abolicionismo com acordes e trinados, versos e folhetins.

Entre e , pelo menos 63 eventos artísticos — concertos, peças de teatro e até uma ópera — se organizaram com agenda abolicionista explícita.

O comediante Vasques e o rouxinol Luísa Regadas eram ubíquos. País afora a arte entrou na propaganda. O tema adentrou a fatura das peças. Sofre Alice, menina liberta pela Lei do Ventre Livre, mantida no cativeiro por pai algoz, que se jactava de engravidar oito escravas simultaneamente e comercializar os resultados.

O conflito ultrapassava o plano subjetivo para ganhar densidade social. Por toda a parte se ouve: Sou abolicionista! Morram os escravocratas! Uma novidade: o escravo negro — em vez da branca Escrava Isaura — é digno do amor de uma aristocrata.

O romance se fecha sem final feliz: loucura para Gabriela, suicídio para Lourenço. Os abolicionistas tentaram escapulir do consagrado folhetim romântico, talvez porque, demasiado associado a Alencar, requisitasse contraponto. O mulato , de , retomou o tropo do negro corruptor de costumes de O demônio familiar , porém, em vez de diabólico, Raimundo é herói mestiço, culto, irresistível. A caricatura fez antiescravismo pelo achincalhe.

Romances atingiam setores médios letrados, a charge ia, como as peças de teatro e os versos declamados, aos estratos sociais baixos. O uso político de fórmulas artísticas familiares desestabilizou convenções sociais, ao incitar o estranhamento contra a ordem natural das coisas. Achou no teatro sua prosódia, o drama. Que gente? Na sociedade brasileira, estamental, foi diferente.

O dinamismo econômico produzia estratos diversificados, mas abafados pela lógica patrimonialista, sem que uma sociedade de mercado — e as classes dela decorrentes — se efetivasse em plenitude. Ao longo da década de , o naco original de aristocratas modernizantes, ao estilo Abílio Borges, perdurou, ao passo que as conferências-concerto garimparam nos estratos médios e baixos. A campanha abolicionista se alastrou nesse circuito.

Cabe acrescer estudantes sem estirpe, beneficiados pela reforma das faculdades nos anos No serviço de persuadi-los, dois homens, duas escolas: Rebouças, professor da Politécnica, Sousa, estudante da Medicina, levaram alunos dessas faculdades, como iam os da Escola Militar e os dos preparatórios para a faculdade.

Patrocínio listou muitos positivistas e professores entre os frequentadores. Campanhas ora apartadas, ora sobrepostas. Estudantes e artistas foram para o abolicionismo como iam para o republicanismo, aos magotes. A presença das mulheres, às quais o direito de voto era vedado, era por si de monta. Pela porta do teatro, muitas seguiram Chiquinha Gonzaga e Luísa Regadas. Os varões as conclamavam.

Nela, Aluísio Azevedo, na linha da carta de Castro Alves às baianas, instigava as senhoras ao abolicionismo. Clapp ideou, em 6 de fevereiro de , uma matinê musical exclusiva delas, com galas, poesias, sempre em meio a flores. Mas elas acharam outras ocupações para além de escudo. Uma das poucas estudantes da Faculdade de Medicina, Josefa Mercedes de Oliveira, discursou em conferência em janeiro de Muitas menininhas recitavam e um garoto discursava nas sessões.

A hierarquia de gênero, marcadíssima na sociedade imperial, irrompia de tempos em tempos no movimento, com juízos moralistas de alguns ativistas. Politicizou a vida privada. A maior das transgressões foi trazer os escravos para a política. Rebouças sonhava espalhar escolas para libertos pelo país, mas foi Clapp quem criou o Clube dos Libertos de Niterói, baluarte e modelo de empreendimentos similares, e a GT conclamava as associações abolicionistas a fundar as suas escolas.

Escolas de letras com professores abolicionistas, de modo que entravam escravos analfabetos e saíam livres e ativistas. Um dos alforriados numa conferência acabou orador delas e vice- presidente da Caixa Emancipadora José do Patrocínio. A propaganda visava persuadir. O barulho abolicionista encrespava escravistas. Em fins de , Sílvio Romero, orador convidado para uma conferência-concerto, faltou pretextando doença.

Patrocínio retrucou, na GT , que Romero propunha método de chegar nunca a lugar nenhum. Compadres de talentos diferentes. Seu elemento era a noite, e nela arregimentou seu séquito. Rebouças era o ponderado; Patrocínio, o explosivo. Misturava o abolicionismo com outras subversões. Em janeiro de , insuflou a Revolta do Vintém, contra imposto sobre a passagem de bonde. Longe de ser um self-made man, foi, para usar o termo de Bourdieu, um herdeiro, membro da aristocracia social e da elite política.

A diferença se avista nas reações distintas a episódio similar. Enquanto Patrocínio, em menino, interrompeu o açoite a um escravo ferindo a própria cabeça, Nabuco convenceu sua madrinha a intervir em favor do cativo. Patrocínio, arrebatado, apostava nas próprias iniciativas; Nabuco, persuasivo, acreditava no poder da autoridade para alterar destinos.

Duas origens, duas socializações, dois estilos de ativismo. Seu estilo, Nabuco o burilou na juventude. Açulado pelos vívidos debates sobre o ventre livre no Conselho do Estado, de que seu pai participava, advogou usando o estilo Gama de ativismo judicial, que se difundia entre estudantes. Decantou seu carisma, elegante e galante, e se treinou em seduzir e impressionar.

Publicou livro de poemas e artigos sobre literatura. Num deles criticou O demônio familiar , de José de Alencar, que se reencenava. Alencar se aborreceu. Trocaram farpas impressas em O Globo. As temporadas em Washington e em Londres familiarizaram-no com mundos em mudança. Aos trinta anos, quando a morte do pai obrigou a volta ao Brasil, trouxe esse modelo político de reformismo na mala. Charmoso e cativante, inteligente e audaz, assim os contemporâneos descreviam o jovem aristocrata.

Exemplar lapidado de seu grupo social. Ali estava, tal como previra o ministro estadunidense, um destinado às grandes coisas. Além de Maria Amélia, perdeu o companheiro de partido e resistência, José de Alencar. Os Conservadores controlaram o Executivo nacional de a ; a partir daí os Liberais o segurariam até Nabuco chegou à Câmara com o debate nesse estado.

De observar o pai, sabia que a política é feita de bandeiras; precisava de uma. Quando Nabuco a vestiu, foi como se tivessem sido feitos um para o outro. A envergadura valorizou a causa, que fez chamejar o cavalheiro.

Irrompeu no Parlamento com a dramaticidade que Patrocínio usava nas conferências-concerto. A tribuna se lhe abriu por seu nome de família, porém Nabuco a dominou com o manejo da sensibilidade romântica, o gesto estudado, o discurso inflamante. Nunca mais deixaria de fazê-lo. Seu programa era o de Tavares Bastos e Rebouças: criar mercado de terras por política fiscal, o Estado a ceder ou baratear margens das ferrovias para colônias de migrantes, à maneira dos Estados Unidos.

Nabuco exigiu explicações ao governo. Nabuco adotava o método bumerangue, inaugurado por Abílio Borges em apoio externo contra resistência interna. Ataque sem valia contra Sinimbu, que caiu por discórdias internas no Partido Liberal. Sucedeu-o José Antônio Saraiva, que guardou pelo assunto o interesse do antecessor: nenhum. Nabuco, quebrando praxes, interpelou o novo chefe de governo. Discursou treze vezes. A palavra grudou na pessoa.

Aferrou-se ao imobilismo, temeroso de sacudir trabalho, economia, política, enfim, a ordem, valor supremo do escravismo de circunstância. Contudo, em 30 de agosto de , dezoito deputados, de nove províncias, votaram pela urgência em discuti-lo. Emergia um bloco abolicionista na Câmara. Sua legenda reverberava na Espanha, onde os abolicionistas emulavam suas técnicas parlamentares. Nabuco quis ser o Wilberforce brasileiro. Eram seres semelhantes.

Alçou-se a porta-voz do abolicionismo na Câmara, apoiado por bloco de dezoito parlamentares, sete deles firmes até Todos parecidos com ele, filhos ou afilhados de líderes do Partido Liberal, com ideias modernizadoras e demandantes de reformas políticas e sociais.

Quando se dava conta do osso duro da resistência no Parlamento, Nabuco recebeu visita. O filho do conselheiro Rebouças, que morrera cego em 19 de junho, foi ao filho do conselheiro Nabuco, desaparecido ano e meio antes. Os moços, ao revés, revelaram-se críticos contundentes da ordem imperial. Um nunca seria segundo do outro. A década toda Rebouças apagaria as faíscas do choque entre as duas vaidades. Convidou Rebouças, que nunca exigiu fidelidades — membro de quantas associações reformistas surgissem.

O quarteto montou escritório e tocou O Abolicionista. À diferença das conferências-concerto, eram masculinos, por convite, com solenidade e etiqueta, em restaurantes finos. Tamanha receptividade inclinou Nabuco a explorar o método bumerangue de Abílio Borges: buscar fora do país o suporte que dentro faltava. Compareceram jornalistas, políticos e 32 abolicionistas, inclusive o pioneiro Borges.

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Nabuco fez traduzir e enviou à imprensa estrangeira os discursos. Nem todos os cinquenta convidados compareceram. Uns, do sistema político, temiam macular as carreiras. Outros, da imprensa, caso de Patrocínio, hesitavam em ratificar a liderança de Nabuco. Era uma aliança entre facções diferentes. Preservava-se a autonomia de cada uma para evitar conflitos entre abolicionistas Liberais e Republicanos. O movimento abolicionista português se encerrara havia tempo.

Nabuco selava aliança com os antiescravistas da Espanha. Nabuco deixara a Espanha, mas contatou todos os indicados.

Incluiu Rebouças, excluiu Patrocínio. Colocou panos quentes. Nabuco relutou e aceitou. Apenas seria mediador entre abolicionistas internacionais e brasileiros se houvesse rede nacional em vez de facções avulsas.

Como ela, temos esperança. O organizador do evento seguiu a batida, conclamando a fraternidade entre os abolicionistas de todos os países. De novo, incluiu companheiros da SBCE. Somando relações em Portugal e nos Estados Unidos, Nabuco amarrara simpatia em oito países. Internacionalizava assim a campanha brasileira. Aclamaram Nabuco na volta. Diferenças persistiriam, sob identidade partilhada: em face dos sucedâneos estrangeiros, eram brasileiros , como em face dos escravistas eram abolicionistas.

Seriam um só movimento. Nabuco tinha a capacidade de acreditar em grandes coisas, fascinar os circundantes com a imagens delas e, desse modo, acabava por construí-las. De braço com amigo cearense, percorrera a miséria e conhecera seus combatentes. Cordeiro, o presidente, e Amaral, o vice, o converteram, em fins de , em Sociedade Cearense Libertadora SCL , a primeira do tipo fora da Corte a ganhar visibilidade nacional.

A SCL nasceu com envergadura: sócios entre senhoras e senhores, profissionais liberais e sobretudo pequenos comerciantes, na maioria portugueses de nascimento ou ascendência. Como na Corte, os escravos ganhavam espaço. Membros da SCL incitaram — e, por garantia, pagaram — estivadores do porto de Fortaleza para cruzarem os braços. A greve inviabilizou, em 27 de janeiro de , o embarque de escravos a serem vendidos para fora da província. Feito repetido em 30 e 31 e acrescido de volumosa passeata ao porto — o Libertador fala em mil pessoas, mas cabe desconto.

A SCL reciprocou a gentileza com conferência-concerto em Fortaleza, em 25 de março, no estilo da ACE : passeata, poemas, lenços, flores, fogos, o hino da Libertadora. Na outra ponta, a SCL perdeu o líder dos estivadores no primeiro levante. A polícia, porém, abriu inquérito. Chico da Matilde perdeu o emprego. Frederico Borges, dirigi-lhe um telegrama felicitando-o pela sua atitude […]. Fico ciente que a palavra aí registrada para as nossas comunicações é a palavra Trincheiras.

Também o telégrafo levava à SCL notícias dos abolicionistas estrangeiros. O abolicionismo se expandia. Nabuco saiu candidato à Câmara pelo 1o distrito da Corte graças ao senador Liberal Silveira da Mota, emancipacionista dos debates da Lei do Ventre Livre e frequentador das conferências-concerto.

Os Conservadores exploraram sua ânsia por ajuda estrangeira como antipatriotismo. Extirpou um nível do processo eleitoral, os votantes — pobres e, a juízo dos legisladores, corruptíveis — que antes elegiam os eleitores, e assim restringiu o eleitorado efetivo. O resultado do pleito desmentiu o idealismo de Liberais, como Rui Barbosa, que viam na reforma eleitoral o fim do clientelismo.

Daí a , quando acabaria essa legislatura, houve dois partidos na Câmara. Somou-se crise pessoal, com a noiva. Se o casamento se concretizasse, Nabuco ganharia capital para montar jornal e financiar a campanha abolicionista.

Talvez por isso; a família da moça se interpôs, gente do café de Vassouras, relacionada a amigos e parentes de Paulino. Nabuco fechou sem mandato, sem noiva e sem emprego. Nascido no começo do século, passou longe dos sentimentalismos de seu final. Era uma língua ofídica. Abolicionistas, porém acautelados por conta dos modos de fazer carreira no Império. Rodolfo aceitou sem dores de consciência a pasta de ministro do Império, com Rui como assessor e defensor do gabinete na Câmara, nas precisões.

Dos Liberais, um se destacaria como abolicionista de peito aberto, José Mariano Carneiro da Cunha, liderança emergente em Pernambuco. Crescer requisitava ossatura organizacional. O entorno de Patrocínio se alargava.

Aglutinava grupos regionais formados nas faculdades da Corte, que congestionavam sua mesa na Confeitaria Pascoal. E Patrocínio encantava ao vivo, enquanto o charme de Nabuco demorava três semanas pelos vapores. Como as conferências-concerto, as sociedades deslancharam na capital política e cultural do Império, sede de 34 delas nos sete anos de domínio Liberal. Essa conjuntura facultou o crescimento de manifestações e associações abolicionistas. Tanto nas regiões com muitos escravos, o Sul, como naquelas com poucos, o Norte, tanto intraelite como fora dela.

Todos consideram esse ministério morto, e quem o mata é a irresistível força abolicionista. Comércio de porta fechada, bandeira a meio mastro, de tempos em tempos, um discurso; nas sacadas, debruçavam-se tapeçarias, como nas procissões da Semana Santa. Antônio Bento chamou a si o cetro. Tomou o comando do abolicionismo paulista onde Gama o deixava, na encruzilhada entre o ativismo judicial e a trilha desordeira da SCL.

Seu destino seria parecido com o do visconde do Rio Branco, que, dois anos antes, ganhara funeral de estadista. Patrocínio se deu conta de que Luís Gama valia mais. Ficaria imaculado em seu radicalismo. Nisso, insubstituível. Sem alcançar o enterro, Patrocínio prestou homenagem mais poderosa. A burla tornou escravos os nascidos livres. Tudo respeitando o direito de propriedade e os interesses envolvidos. Usava os laços na Europa para nutrir os do Brasil e influir na política doméstica.

Enviava artigos, notícias, discursos e inseria notas sobre o movimento brasileiro no Anti-Slavery Reporter. Passou em brancas nuvens e foi morar no limbo das comissões. O ex-chefe de governo Liberal lembrava a dor de cabeça que Nabuco lhe dera em e ficou longe da areia movediça. O governante murchou o efeito, ao responder privadamente. A grande imprensa o ignorou.

Trilhos paralelos, mas interligados — a locomotiva abolicionista precisava de ambos. Na sombra, Rebouças costurava, ponto duplo no esgarçado, remendos no rasgado, cônscio de que quem alicia governa melhor do que quem manda.

O mais ativo, Joaquim Serra, se adicionara à Gazeta da Tarde. De Londres, o brilho da estrela Nabuco chegava esmaecido; de perto, brilhava o sol Patrocínio.

Faltou dizer como e quando.

A Minha Menina

Também o bispo diocesano e até o chefe de gabinete os receberam, mas sem se comprometer. Outra estratégia da CCE veio do repertório abolicionista inglês, o boicote. Criou um Livro de Ouro: em vez de apenas ganhar o título de benemérito, costumeiramente distribuído por Rebouças na SBCE , o doador de quantias para a compra de liberdades seria imortalizado em lista publicada semanalmente na imprensa.

Aos aliados, glória; aos inimigos, vexame. No Brasil, havia quilombos desde a Colônia, e novos surgiram durante a campanha abolicionista; eram, porém, enclaves clandestinos. Ideada em , a estratégia foi de fato deslanchada em janeiro de , visando libertar a capital do país, o Rio de Janeiro.

Idealmente, assim se libertariam bairros, cidades, províncias e, se tudo desse certo, o país. O estrato social que dera assistentes ao abolicionismo no teatro deu suporte à nova estratégia.

A CCE , em conluios com abolicionistas das províncias, buscou onde operar em larga escala. Decisivo foi mesmo o fator político. No sistema centralizado do Segundo Reinado, o chefe de gabinete nomeava os presidentes de província. Assim, trocas de gabinete acarretavam substituições no comando provincial. Presidente meio turista, podia iniciar políticas sem purgar suas consequências.

Pimentel mandou saber quantos escravos tinha sob gerência. Nenhum governo fizera barulho disso, mas Pimentel fez. Um deputado provincial encaminhou o projeto à Assembleia Provincial, em fala bordada de menções aos abolicionistas da SCL. Objetou-se inconstitucionalidade, emendou-se o projeto, no entanto, foi aprovado em julho de Força repressiva alternativa teria de se deslocar de outra província ou da Corte, convenientemente distante.

Por isso, em , Patrocínio viajou a Fortaleza. Zarpou de novo em boa hora. No cortejo de jangadas, Zé do Pato conheceu Chico da Matilde, o jangadeiro que ajudara os abolicionistas a paralisar o porto de Fortaleza no ano anterior. Coube a Patrocínio a honra de declarar Acarape o primeiro município livre do Império no primeiro dia de Sempre com mulheres e, de braço com elas, Patrocínio. Doava à causa. As senhoras no teatro a imitaram.

Foram mais de mil escravos libertos em fevereiro de , na estatística da Gazeta da Tarde. As senhoras esquadrinharam Fortaleza, porta a porta, com o 24 de maio por limite para libertar a cidade. Em todos os casos, promotores, parlamentares e elites sociais aderiram. Mais antiescravista que anticlerical, Patrocínio abriu os braços para a inesperada presença de padres nos atos abolicionistas. Na volta à Corte, uma massa abolicionista o recepcionou no porto.

À noite, conferência-concerto. Abolicionistas franceses e espanhóis enviavam discursos. O avanço abolicionista afetava até o mercado de escravos. Em , o prazo encurtou para seis anos. O mercado previa o fim da economia escravista para Queda facilitadora da estratégia da CA de baixar alforrias.

Ganhavam fôlego rebeliões escravas, algumas delas com a ajuda de abolicionistas. Pedro quisesse avançar, o homem seria Manuel de Sousa Dantas, que a Gazeta da Tarde , num ataque de wishfull thinking , chegou a dar como novo chefe de governo.

Esse sobrinho do fundador do Império traiu o boicote e indicou Dantas, que, constrangido, declarou que nenhum ministério poderia ter sucesso ante o Partido Liberal rachado entre facções moderada e reformadora.

Sancho Pimentel lamentou que a crise de dez dias em que o Partido Liberal se viu sem chefe acabasse levando ao poder Lafaiete Rodrigues Pereira. Acrescente-se que traíra os Liberais ao debandar para o Partido Republicano em , mas, justiça seja feita, infiel igualmente aos republicanos, bandeou-se de volta.

Pedro achou para socorrer o Império no quarto crescente abolicionista. No Parlamento, a minoria Conservadora ignorou o novo governo, que tampouco logrou respeito de seu partido. A convocatória em nome da ACE , assinada por Vicente de Sousa, apareceu em julho de e se concretizou apenas no maio seguinte, quando nove sociedades abolicionistas mais adesões se reuniram no Congresso Abolicionista do Rio de Janeiro.

O nome? Veio à luz em 9 de maio de , às seis horas da tarde, numa sala da Gazeta da Tarde , conforme o registro de nascimento, firmado por Rebouças, um dos pais orgulhosos. Associações majoritariamente estudantis, como as que representavam escolas superiores. Outras adeririam depois. Rebouças foi designado tesoureiro, para administrar e arrecadar; Patrocínio chamou a si o proselitismo; e Clapp, com a respeitabilidade de comerciante, foi eleito presidente.

Acabou de fora. Nabuco também e ao mesmo tempo, só que em livro, O abolicionismo. Nisso uníssonos entre si e com textos dos demais abolicionistas.

No corpo a corpo do ativismo, Rebouças e Patrocínio produziram um manifesto menos fundamentado e mais agressivo ao detalhar medidas. Fenômeno relacional, de interdependência, aprisionava senhores e escravos em sua lógica perversa.

O Estado interviria com impostos sobre a grande propriedade, crédito ao pequeno produtor, incentivando assim novos padrões de economia e sociedade. Esse desencontro tem a ver menos com diferenças de princípio que de timing. Nabuco animou o bloco parlamentar abolicionista a fim de que redigisse outros panfletos de uma série Reformas Nacionais, de que O abolicionismo seria obra inaugural.

Era Patrocínio sempre uma casa à frente de Nabuco. Rebouças os conciliou. Daí sim, 5 mil cópias seguiram para as províncias. A CA alterou a lógica abolicionista com uma propaganda de massa. Valeu-se dos tipógrafos membros e fez girar, só na Corte, 18 mil cópias do Manifesto. Desforra do abolicionismo contra Alencar: O guarani , seu maior sucesso, teve tiragem inicial de mil. O objetivo era congregar iniciativas dispersas numa rede nacional.

Daí a busca incessante por conexões e o envio de representantes a todas as províncias. Vinha a estudantada, alunos de Rebouças e Vicente de Sousa ou satélites das patuscas de Patrocínio, assim doutrinados no abolicionismo. As faculdades forneciam levas de jovens de diferentes regiões para o abolicionismo.

O nome vinha pronto: em homenagem à Libertadora Cearense, mantinha-se o substantivo e variava-se o adjetivo para indicar a província representada.

Por aqui, Patrocínio foi o ativista caixeiro-viajante pioneiro. Discursava enquanto outro ativista arrecadava fundos e vendia assinaturas da GT. Muitos replicaram o método. O grupo provincial idealmente replicaria o procedimento em nível municipal. O fecho era por conta de artista ou poeta local; na falta deles, senhoras da casa eram instadas a exibir seus dotes ao piano.

Embora nem tudo se possa tributar à CA , no ano de seu nascimento fundaram-se 87 associações — no ano anterior haviam surgido apenas vinte — em catorze províncias. O estilo de ativismo modular da CA se interiorizava. Em , a campanha abolicionista funcionava, com vigor variado, em dezessete das vinte províncias do Império. Somadas, as estratégias de semear e colaborar nacionalizaram de vez a campanha. O chefe de governo, ainda Lafaiete, acolheu esse nome como agulha achada em palheiro.

Ninguém queria uma província convulsionada. A campanha avançou pelo país, com resultados diferentes. Esse foi o caso de Amazonas e Rio Grande Sul. Porém nem demografia, nem movimento fizeram o serviço sozinhos. Tal qual Fortaleza, Manaus foi dividida em seis comitês, animados por alunos de liceu e escola normal. Segunda capital provincial se declarava livre no Império. Vicejavam no Rio Grande duas outras cepas de antiescravismo, uma Liberal, outra Conservadora.

Nem por isso geraram novas províncias libertadas, pois nesses casos se carecia de um Poder Executivo facilitador. Recife tinha ativismo antigo, quatro grupos estruturados, caso da Sociedade Nova Emancipadora, o denodo do deputado José Mariano, do bloco parlamentar abolicionista de , e o suporte organizacional da Faculdade de Direito local, onde alunos e alguns professores se engajavam desde em conferências- concerto. Durante ou logo após sua visita ao Recife surgiram onze novas sociedades, à semelhança da CA , obra de estudantes em honra às suas localidades — como a Caixa Emancipadora Piauiense.

Recife era o nó principal da rede marítima, que ligava as capitais do Norte, o que facilitava o intercâmbio interprovincial entre abolicionistas.

Patrocínio deu o pontapé inicial nesse esforço que, se bem-sucedido, libertaria uma terceira capital provincial. Notificado, Cotegipe trocou de atracadouro. Gritaram que pulasse. Prendeu-o de novo, mas o estrago estava feito; a fuga virou notícia nacional. Incomodava desde Sem abandonar o lícito — conferências em teatros, ações em tribunais —, adentrava-se o ilícito: Bento rogou a Clapp que a CA escondesse um escravo fugido.

Os governos provinciais operavam como fiel da balança. Chegou tarde esse ato de força contra o fato consumado: quando deixou a província, Dias tinha renome nacional, o Clube Abolicionista do Recife o recebeu no porto como herói. O abolicionismo se nacionalizava, expandia estratégias, ganhava força e visibilidade, com duas capitais provinciais libertadas. Até o governo dormitivo de Lafaiete acordou de susto, mas sem o consolo de ver o pesadelo se dissipar à luz do dia.

O estilo Gama de ativismo entrou até nas instituições políticas. Na Câmara, o abolicionismo tinha poucos deputados, mas avançou no Senado. Com cargo vitalício e idade avançada, os senadores se preocupavam com o que diria deles aquela senhora, a História.

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O senador Silveira da Mota continuava como o principal amparo institucional do movimento. Presidiu festival abolicionista no Clube dos Libertos de Niterói e levou aos ouvidos do chefe de gabinete o tema dos africanos livres.

Para ouvi-lo apertando Lafaiete, os abolicionistas lotaram as galerias. Como muitos dos escravos existentes se encaixavam no critério ou descendiam destes, aplicar a lei de seria libertar em massa.

Cotegipe e Martinho Campos, senador desde , à frente dos escravistas, engoliram a leitura; publicar era demais, obstruíram. O ano seguinte previa eleições legislativas. O movimento precisava de candidaturas que vocalizassem sua força na Câmara.

Patrocínio e Rebouças se queimavam nelas, a costurar na colcha do movimento quadrados Liberais e Republicanos entremeados de listras Conservadoras. Rebouças garantiu dinheiro, data, local e lista de celebridades. Dessa feita, o método bumerangue teve pouca ressonância, pois a maioria dos abolicionistas achava melhor se concentrar na arena doméstica. Outra possibilidade era a Corte. Em conferência-concerto em Niterói, o orador da noite defendeu Nabuco das acusações de outros abolicionistas sobre a pouca serventia de cardeal na Europa, enquanto o baixo clero ralava na campanha.

Crescimento gera faccionalismo. O abolicionismo crescia e se desunia. Puristas queriam conservar o perímetro dos poucos e bons e investir nas vias de fato: amotinar escravos, promover fugas, infernizar fazendeiros. De outro modo, tampouco haveria cidadania para ex-escravos, que permaneceriam confinados a quilombos clandestinos. Patrocínio tinha um pé em cada canoa. Ante as vísceras abertas, percebeu o que se perdia — perdia-se o movimento.

Também Clapp alertou que a parte alguma chegaria movimento fracionado e se demitiu da presidência da CA. Assembleia da CA , em novembro de , aplacou a cizânia interna e definiu a estratégia eleitoral. Primeiro, decidiram apoiar candidatos que financiassem alforrias. Depois, concluíram que o melhor seriam candidaturas próprias. Rebouças enviou a Nabuco a passagem de navio para que voltasse ao país, com plano de lançar a chapa em 25 de março.

No palco, sentaram-se em tronos dourados, espaldar alto, cercados de jardineiras. A orquestra executou o Hino Nacional.

Esforço que se concentrou em libertar quarteirões na cidade do Rio, com foco na rua do Ouvidor. A GT fez contagem regressiva, demandou e listou doações: lenço de cambraia, madrepérolas, joias, almofadas de cetim, papagaio de vidro, limpa-penas e o icônico retrato autografado da celebridade abolicionista francesa, Victor Hugo.